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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Avigdor Lieberman irá concorrer eleição em Israel

Ministro de Israel acusado de corrupção irá concorrer em eleição

Avigdor Lieberman vai concorrer no pleito que acontece no próximo mês


Avigdor Lieberman confirmou neste sábado que vai concorrer nas eleições israelenses no mês que vem, apesar da acusação por corrupção que está levando ele a pedir demissão do cargo de ministro do Exterior.

Autoridades disseram que Lieberman será indiciado por causa das supostas irregularidades na promoção de um diplomata israelense. O diplomata teria vazado para Lieberman informações de uma investigação da polícia sobre o as atividades do ministro.

"Ele está somente deixando o seu posto de ministro do Exterior e de vice-premiê, mas continua como líder do partido Yisrael Beiteinu e o número dois na lista Likud Beiteinu", disse Ashley Perry, porta-voz de Lieberman. Um assessor declarou que Lieberman entrega a carta de demissão do ministério no domingo.

O partido de Lieberman, Yisrael Beiteinu (nossa casa é Israel, em português), de direita, e o Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, se juntaram numa única lista para as eleições de 22 de janeiro, a Likud Beiteinu, que segundo as pesquisas, deve vencer o pleito.

Lieberman vem atrás de Netanyahu na lista, e, antes do indiciamento, a expectativa era que ele manteria o seu status num futuro governo, caso a lista vencesse.

Uma condenação pode desqualificá-lo a atuar como ministro, mas a lei não o impede de concorrer nas próximas eleições.

Na sua página no Facebook, Lieberman escreveu esperar que o caso se encerre antes do pleito e que ele volte ao governo.

Por Maayan Lubell

Fonte: G1

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Israel autoriza construção de 1.500 casas em Jerusalém Oriental

 Construções serão em Ramat Shlomo.

Bairro foi pivô de crise entre Israel e EUA em março de 2010.

 

O Ministério do Interior israelense autorizou nesta segunda-feira (17) a construção de 1.500 casas em Ramat Shlomo, um bairro de colonização em Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel, que os Estados Unidos condenaram em 2010, disse à France Presse uma fonte ministerial.


Este projeto foi congelado depois de ter provocado uma grave crise diplomática entre Estados Unidos e Israel durante uma visita a Jerusalém do vice-presidente americano, Joe Biden, no dia 9 de março de 2010.


A questão das colônias é um dos principais empecilhos para o processo de paz no Oriente Médio.


O comitê do ministério para a região de Jerusalém reduziu o projeto de 1.600 a 1.500 casas, e o plano deve ser apresentado novamente para cumprir com as condições de obtenção de uma aprovação final, segundo o ministério.


"Isso pode levar ainda alguns meses ou anos", afirmou o porta-voz Efrat Orbach.


Este anúncio acontece pouco depois da decisão de Israel de reativar o projeto de construção de casas no setor E1, perto de Jerusalém.


Essa decisão, em represália ao voto da ONU favorável ao estatuto de estado observador para a Palestina, provocou uma condenação internacional.


Fonte: AFP|G1